Estamos vivendo a muitos anos com a violência estampada nas ruas do nosso país. Basta olhar as pessoas que cruzam por você sempre desconfiados de que você possa causar algum mau à ela.
É um retrato de um povo marcado pela crueldade de pessoas que chegaram ao limite da perversidade.
Vamos lembrar de alguns episódios chocantes que abalaram os brasileiros e o mundo: O primeiro foi o assassinato do jornalista Tim Lopes que foi esquartejado e queimado no "micro-ondas", um lugar que fica no alto do morro da Vila Cruzeiro, uma favela no Rio de Janeiro onde várias pessoas já foram carbonizadas pelo ex-líder do tráfico Elias Maluco. Hoje, este homem está cumprindo pena de 28 anos pela morte do jornalista. Uma pergunta fica no ar: Só 28 anos de pena? E os outros crimes que ele cometeu? Outro crime bárbaro foi há do casal de namorados, Liana Friendebach e de Felipe Caffé. Os dois estavam acampados num sítio em Embú-Guaçú, região metropolitana de São Paulo. O casal foi abordado por um menor de 17 anos de codinome "Champinha". Depois de ter atirado em Felipe, o marginal estuprou por vários dias a jovem Liana e por fim esfaqueou e degolou a moça. Champinha está preso na Febem de São Paulo e em dezembro irá completar a maior idade, que pela lei, será libertado. Outro caso foi a do ônibus incendiado com passageiros dentro do veículo por uma quadrilha de bandidos. O ônibus, que havia saído de Cachoeiro de Itapemirim no Espírito Santo e seguia para São Paulo, foi surpreendido no trevo das Missões, que liga a avenida Brasil à rodovia Washington Luís. Um dos criminosos entrou, roubou os passageiros, jogou gasolina no corredor e depois ateou fogo no veículo. O veículo levava 28 passageiros. Sete morreram na hora, carbonizados. Os corpos dos sete primeiros mortos no incêndio tiveram de ser identificados por meio de exames de DNA. Alguns conseguiram fugir pela janela outros ainda estão em hospitais correndo risco de vida. Por último, o assassinato de maior repercussão da história do país, a do menino João Hélio que foi arrastado de carro por 7 quilômetros até a morte preso pelo cinto de segurança do carro. Esse psicopata que matou o casal e o outro menor que estava envolvido na morte da criança, não podem ser libertados, mostraram que são capazes de tudo. Porque que se pode votar com 16 anos e não pode pagar devidamente o crime que cometeu? Esses crimes me remetem à pena de morte, acho que da mesma forma que votamos o plebiscito do desarmamento, poderíamos fazer o mesmo com a pena de morte. Posso estar sendo muito duro no que eu estou dizendo sim , mais não podemos calcular a dor dos pais que perderam os seus filhos do modo que perderam. Tenho uma filha de oito meses de vida e fico imaginando no que ela ainda vai ver e enfrentar pela frente. Ela vai encontrar um país e um mundo em que é muito mais importante "ter" do que "ser". Perdemos toda a dimensão de compaixão pelas pessoas, chegamos ao limite da ganância, do poder de dominação e da violência.
A paz ainda está muito mais longe que imaginamos.
quarta-feira, 28 de fevereiro de 2007
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