Tem pessoas que trabalham com o artesanato como: terapia, como fonte de renda e hobby. É o caso da psicóloga Catia Bonini, 46, que começou a se interessar por artesanato desde sua adolescência, ela conta que nesta época fazia bolsas e vasos de planta. Catia diz também, que sempre gostou de criar peças e tinha muito acesso a livros de arte, comentava com as pessoas de que quando via uma vela derretendo, pensava que a cera poderia ser reaproveitada, a partir daí, começou a fazer velas de várias formas que enfeitam a sala de sua casa junto com algumas peças de argila que ela também produz. Perguntada sobre se ela se considera uma artista, ela responde: " ...de dia sou psicóloga e nas horas vagas sou artesã...".

O homem da foto acima é o chileno Guilhermo Hernan Petaral, 29 anos. Este tubo que ele está assoprando é um instrumento chamado: DIDGERIDOO, é de origem aborígene, um povo primitivo da Austrália. Ele produz o instrumento no Chile e comercializa no valor de 10 mil pesos chilenos, que no Brasil equivale a mais ou menos 30 reais. O instrumento é feito de tubo de PVC e o seu bocal é feito de cera de abelha, ele produz também em formato de madeira, mais ele conta que é mais trabalhoso e por isso mais caro. É um produto muito comun no chile e que aqui no Brasil existem muito poucos. Ele se diz um artista completo, além de artesão, "Gui", como gosta de ser chamado, também é músico e artista plástico. Viu como o artesanato também está ligado a música.
Há casos de pessoas que largam tudo por uma vida melhor. O paraibano Aldo Mendes, 27, saiu de sua terra natal, Carrapetinha, que fica no sertão paraibano, quase faz divisa com o Ceará. Ele
disse que saiu de lá por considerar o lugar uma terra de ninguém. Aldo conta com orgulho que se considera um artista sim, pelo fato de dar valor às coisas mais simples do mundo, além de produzir seus brincos, colares e pulseiras. É com esse trabalho artesanal que Aldo diz conseguir ter um mínimo de condições para se sustentar. Ele reclama que a prefeitura poderia conseguir um local para que os artesões que vivem nas mesmas condições que ele, pudessem expor e vender suas peças.
EU RECOMENDO : Nefelibata de Atalaia
Um comentário:
ta arrazando Pedro...bjo
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